‘A Arte de Ensinar’ da Fundacíon Rosacruz passa por Vila do Bispo 

A tertúlia ‘A Arte de Ensinar’ está agendada para dia 22 de novembro, às 18h30, evento que conta com a participação de Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo.

‘Comenius e a Arte de Ensinar’ é o título da exposição internacional que circula pelo Algarve desde que foi inaugurada em fevereiro, na Biblioteca da Universidade do Algarve. Esta mostra já esteve patente na Casa Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, no Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António, encontrando-se, até 13 de dezembro, no Centro Interpretativo de Vila do Bispo. Os painéis, em português, estão traduzidos em espanhol e em italiano, até porque a exposição já passou também pela cidade do Porto, pelas cidades espanholas de Barcelona e Málaga, e pela cidade italiana de Bolonha. 

Comenius, pedagogo do século XVII, pai do ensino pictórico, pensador universalista defendia que se deve “ensinar, tudo a todos e totalmente”, uma premissa que continua válida nos dias de hoje. A sua principal obra, a ‘Didacta Magna’, ainda é lida e vendida em várias línguas à escala global. Ao longo dos séculos, o ideário de Comenius foi absorvido pela maçonaria e influenciou outros pedagogos como Krause e Maria Montessori. 

Esta exposição chega ao Algarve acrescida de valor, porquanto estabelece uma proximidade entre a proposta didática de Comenius e o trabalho do algarvio, messinense João de Deus, autor da Cartilha Maternal. Apesar dos 200 anos que distam entre estes dois pedagogos, ambos defendiam a importância da ensinar a ler e a contar a partir de casa, com o apoio das mães. 

Em nota de imprensa, a organização esclarece que “esta exposição tem sido bastante dinâmica”, até porque de um espaço para outro “novos livros são acrescentados”. Segundo a organização, desta vez, foram incluídos livros da Biblioteca de Referência da Fundación Rosacruz, em Zaragoza, dos quais se destacam ‘A filosofia hermética de Robert Fludd’, ‘A utopia educativa de Comenius, com prefácio de Jean Piaget’ e ainda uma edição rara de ‘As obras completas de Hermes Trimegisto’. A organização sublinha ainda “o apoio prestado pela Biblioteca da Universidade do Algarve e a Biblioteca Municipal de Faro, pela cedência de edições raras, como a da ‘Cartilha Maternal’, em especial a de ensino em sala de aula de tamanho grande, ou o livro coordenado por Theóphilo Braga, com textos de João de Deus, editado em 1898, intitulado ‘Prosas’, onde consta o artigo ‘O Sete e o Nove’, publicado pela imprensa em 1858. É um texto que fala do ciclo da vida, pondo em evidência o número 7 e no qual também faz uma referência sarcástica sobre o Método de Leitura Repentino de António Maria de Feliciano Castilho. Apenas se conhecem dois exemplares deste livro, um que está no Museu João de Deus, em Lisboa, e o outro – que agora se apresenta nesta exposição – o qual faz parte do acervo bibliográfico de Mário Lyster Franco, comumente designado por ‘Algarviana’ e que se encontra na Biblioteca da Universidade do Algarve”. 

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