Albufeira recebeu congresso sobre salvamento aquático e prevenção de afogamento

Teve lugar a 1 de dezembro no salão nobre da Câmara Municipal de Albufeira o 4º. Congresso Nacional de Salvamento Aquático e Prevenção de Afogamento.

José Manuel Oliveira

O encontro, organizado pela Associação dos Nadadores Salvadores de Albufeira (ANSA), teve como principal objetivo fomentar a troca de informação e de experiências a esse nível e contou com a presença da tenente Olga, do Instituto de Socorros a Náufragos, do presidente da Federação Nacional de Nadadores Salvadores, Alexandre Tadeia, e de representantes da Autoridade Marítima Nacional, da Capitania e da Real Federação Espanhola de Salvamento e Socorro, entre outras entidades públicas e privadas. Também se realizou um ‘workshop’ intitulado ‘Nadador salvador formador’.

“2018 SERÁ EXIGENTE”

No sábado, 2 de dezembro, decorreu o Campeonato Nacional de Salvamento Aquático – Albufeira 2017, que visou a promoção e preparação para a próxima época balnear. “2018 será exigente, uma vez que se prevê que o crescimento do turismo registado nos últimos anos se possa manter. Em termos gerais, o número de nadadores deverá ser o mesmo, face ao de concessionários existentes, e na sua maioria portugueses.”, afirmou ao ‘site’ da Algarve Vivo Jorge Azevedo, vice-presidente da direção da ANSA.

Para a próxima época balnear, entre abril e outubro no concelho de Albufeira, aquela associação aponta, de novo, para cerca de uma centena o total de profissionais deste sector em serviço nas praias e piscinas de hotéis e aldeamentos turísticos.

AFOGAMENTOS

Como definição aceite pela Organização Mundial de Saúde, o afogamento é um processo que resulta em insuficiência respiratória primária por imersão ou submersão em meio líquido, sendo que as consequências podem resultar em morte (imediata ou após ressuscitação), em morbidez (sobrevivência com lesão permanente) ou em ausência de morbidez (sobrevivência sem lesão) “Os cenários são multifacetados que resultam da falta quer de senso comum, quer de bom senso, quer do cumprimento de boas práticas podendo ser agravadas pela situação de não saber nadar”, observa o dirigente da ANSA.

MENINOS SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS

Segundo registos do Instituto Nacional de Socorros a Náufragos, do Instituto Nacional de Estatística, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil e da comunicação social, “a maioria dos afogamentos em Portugal ocorre em crianças do sexo masculino e em piscinas e tanques.” As maiores ocorrências em adolescentes verificam-se em praias e também em piscinas e tanques, de acordo com a informação oficial.

434 SALVAMENTOS ATÉ 14 DE SETEMBRO

“O afogamento não tem tido consequências mais graves em virtude quer da boa preparação dos nadadores salvadores, os quais garantem uma boa prevenção, assim como da sua garantia através de uma eficaz intervenção em que muitas das vezes colocam a sua vida em perigo para evitar males maiores. Segundo dados da Autoridade Marítima Nacional, até 14 de setembro de 2017, já estavam registados 434 salvamentos. Houve 640 primeiros socorros e ocorreram buscas por crianças 44 vezes”, indica Jorge Azevedo.

“NÃO ASSUMAM COMPORTAMENTOS DE RISCO”

“Importa que as pessoas não assumam comportamentos de risco e que estejam sempre acompanhadas, nomeadamente quando estão sob o efeito de álcool, ou que tenham ‘handicaps’ como mobilidade reduzida, ou aquelas que são portadoras de alguma deficiência motora ou cognitiva, ou sejam idosos, crianças, ou os que se encontram sob efeitos de droga ou medicação, e evidentemente os que não sabem nadar. Devem ainda evitar as lutas e os empurrões, treinos de apneia sem estar acompanhados, as Bombas (saltos para as piscinas em joelho)”, aconselha aquele nadador-salvador

PERIGO EM PRAIAS FLUVIAIS

“Em termos de praias fluviais, onde estão inseridos os rios, as barragens, etc,. apresentam perigos e riscos sob uma superfície aparentemente estável e calma”, alerta o vice-presidente da ANSA. E acrescenta: “É que nos rios a água corre ininterruptamente, influenciando os leitos, as configurações, o estreitamento das margens e caudais. Há por isso a formação de ondas, remoinhos, retornos, rápidos e contracorrentes.”

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