Faro acolhe 1º Encontro Público “Algarve Livre de Petróleo”

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A Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) realiza em Faro no dia 30 de maio, o 1º Encontro Público “Algarve Livre de Petróleo”, que começa às 16h00 no Spot Café, localizado no Parque de Lazer das Figuras.

O objetivo da iniciativa é promover um debate alargado sobre as consequências da exploração de petróleo e gás natural no Algarve, “de modo a que este negócio, decidido nos bastidores da política e à revelia dos cidadãos do Algarve e de Portugal, seja tornado transparente em todas as suas dimensões”, segundo os organizadores.

Na ocasião serão debatidos os riscos ambientais, económicos e sociais da exploração de petróleo e gás natural para a região, assim como o contrato de exploração de hidrocarbonetos estabelecido entre o Estado, a Repsol e a Partex, sendo ainda discutidas futuras ações e estratégias de intervenção por parte da PALP e de todos cidadãos simpatizantes desta causa, “no sentido de travar a expropriação ecológica da costa algarvia.”

Participarão como oradores convidados Fernando Dias, da Quercus, Rosa Guedes, da Glocal-Faro, João Eduardo Martins, do Movimento Algarve Livre de Petróleo, Laurinda Seabra, da Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve, Manuel Vieira, da Associação Almargem, Gianmaria Califano, da New Loops, e Raquel Ponte, da Plataforma Algarve Livre de Petróleo.

Após a intervenção dos oradores, será dada a palavra aos presentes de modo a que se possam pronunciar sobre o assunto.

A propósito, a PALP manifesta “a sua profunda preocupação, e porque não dizê-lo, espanto, pelo facto de que das 16 câmaras municipais do Algarve contactadas para discutir este assunto, apenas a Câmara Municipal de Silves se tenha dignado a responder.”

A Plataforma também lamenta “a forma ligeira, para não dizer leviana” com que o secretário de Estado do Mar, presente no “Forum Economia do Mar” que decorreu na Universidade do Algarve na passada semana, respondeu à questão colocada pelo membro da PALP, Elvira Martins, sobre os impactos da exploração de hidrocarbonetos na costa algarvia, nomeadamente na atividade turística.

Alegadamente, Manuel Pinto de Abreu terá dito que “as plataformas estão longe da costa e, por isso, não há problemas de maior.”

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