Francisco Paulino, vice-presidente da Comissão Política Distrital do CDS Algarve: “Partido tem muitos quadros para suceder a Paulo Portas na liderança”

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Francisco Paulino, um dos vice-presidentes da Comissão Política Distrital do CDS Algarve, classificou como “ uma decisão muito ponderada pelo presidente do partido” o facto de Paulo Portas deixar a liderança,  tendo em conta “aquilo que ele próprio declarou em conferência de imprensa”. “Para tudo na vida existe um ‘timing’ e o dr. Paulo Portas entendeu que esta era a altura ideal para dar novos palcos ao CDS e trazer para o combate político novos rostos que se possam associar a novos projectos do partido”, faz notar à Algarve Vivo.

“A minha reacção pessoal é um misto de alegria e de tristeza. Alegria porque percebo a lucidez do presidente do partido e a sua capacidade de antevisão de cenários políticos, o que só pode levar a um fortalecimento do partido. A tristeza prende-se ao facto de ter sido ao longo dos últimos 12 anos membro da direcção nacional do partido, por convite expresso do Dr. Paulo Portas, e entender que ainda era cedo para perdermos toda a sua argúcia política e o seu raciocínio assertivo agora no grupo parlamentar, e que tão necessário seria no combate que temos pela frente para derrotar a esquerda unida que resultou das opções politicas do dr. António Costa para se tornar primeiro ministro”, comentou à Algarve Vivo Francisco Paulino.

Sobre a ação desenvolvida por Paulo Portas nos últimos quatro anos no partido e como membro do Governo de coligação com o PSD, este vice-presidente do CDS afirmou: “Creio que aquilo que se destacou na sua actividade, fosse como ministro dos negócios estrangeiros, fosse como vice-primeiro ministro, foi um trabalho permanente em prol dos portugueses, do país e das suas empresas, num contexto de difícil afirmação dados os constrangimentos deixados pelo governo socialista, e plasmados no memorando assinado com os credores internacionais. Apesar das dificuldades, conseguiu o Dr. Paulo Portas ajudar a ultrapassar esse período extraordinário da nossa História e por esse facto penso que ficará o seu nome associado para sempre ao relançar da esperança depois de quatro anos difíceis para todos”.

Concelhia de Faro candidatou-se à organização do congresso em que será eleito o novo líder nacional

Agora, mais do que saber quem será o próximo líder, entre nomes como Nuno Melo, Assunção Cristas, Mota Soares, Telmo Correia, Pires de Lima e Cecília Meireles, por exemplo, para Francisco Paulino interessa que o CDS “discuta ideias e políticas e reflicta sobre a sua razão de ser nesta nova fase do sistema político-partidário português”. Porém, destacou, “seja nos nomes mencionados, seja naqueles outros que não o foram, e que são ainda muitos, reconheço que tem hoje o CDS quadros extraordinários e com qualidades inegáveis para que a transição entre lideranças se efectue sem sobressaltos. Fácil não será com certeza substituir o carisma do Dr. Paulo Portas, mas é contudo uma escolha dos militantes que serão chamados a votar no próximo congresso. E dada a apresentação de candidatura por parte da Concelhia de Faro à realização do mesmo congresso, seria com muita honra que veríamos o novo líder ser eleito no Algarve”. A seu tempo, e depois de conhecidas as candidaturas e os respectivos programas, a Comissão Política Distrital do CDS Algarve tomará uma posição.

“Em termos genéricos, sei que há militantes do Algarve que estarão a preparar moções sectoriais para apresentar ao congresso. Acho necessário acertar estratégias, possivelmente em assembleia distrital, a serem defendidas conjuntamente pelos delegados do Algarve, de forma a termos uma posição mais forte na defesa daquilo que deve ser o interesse regional”, acrescentou Francisco Paulino.

No CDS Algarve “há quem tenha sentimentos antagónicos” em relação a Paulo Portas  

Já acerca do futuro de Paulo Portas, o algarvio referiu: “Pode-se gostar ou odiar o Dr. Paulo Portas, e seguramente que há entre os militantes do CDS, e aqui mesmo no Algarve isso é notório, quem tenha sentimentos antagónicos em relação ao seu presidente. Porém, em tudo o que é público que tenha feito, fosse como jornalista, fosse como político, é inegável que atingiu sempre um patamar que só é alcançável para quem tenha uma inteligência e uma capacidade de trabalho muito para além dos mais dotados. Assim, sendo difícil prever o que fará no futuro, não tenho dúvidas em afirmar que terá com certeza, em qualquer área a que se dedique, os mesmos êxitos que já o tornam uma das mais brilhantes e apaixonantes personalidades do nosso país em tempos de democracia.”

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