Gala da Educação junta comunidade escolar em Lagoa

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No começo, ao som da música da Orquestra de Jazz do Algarve e mais tarde com o dj Alexandre Ramos e o saxofonista Luís Raposo, no meio de muita dança, em ambiente tipo discoteca, a noite de 21 de outubro ficou marcada no Hotel Tivoli Carvoeiro, pela Gala de Educação 2016 de Lagoa. A iniciativa reuniu mais de 400 participantes, entre professores, diretores e pessoal assistente e auxiliar dos agrupamentos de escolas do Rio Arade e ESPAMOL – Padre António Martins de Oliveira, além do estabelecimento privado Nobel International School Algarve, autarcas e outros responsáveis do concelho.

Homenagem
Como forma de homenagem, foram entregues lembranças aos seguintes profissionais de educação, já aposentados: Maria Fernanda Faustino Padeiro Gracias (docente), Maria Emília Lourenço Neves Castro e Vítor Manuel Ribeiro Encarnação (assistentes operacionais), Maria do Carmo Vicente Clemente Freitas (assistente operacional), Maria Manuela de Jesus Veiga (assistente técnica) e Carol Ann Lawrence (docente). Já Maria Elisabete Alves Vieira Grade e Maria Manuela dos Santos Gomes Henriques, ambas assistentes operacionais, não puderam estar presentes.
70 mil euros na Alemanha
“Há quatro semanas, estive na Alemanha e aumentou ainda mais o respeito que tenho pelos professores. Estão cá muito bem e fiquem por muitos e bons anos em Lagoa”, sintetizou, numa intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Martins, apelando aos docentes para não emigrarem.

Pouco depois, em declarações ao Lagoa Informa, o autarca destacou as diferenças que sentiu entre os dois países e, em concreto, as duas zonas: “Estive numa escola do 1º. ciclo até ao último ano do ensino secundário, perto de Hamburgo, onde foram gastos 6,5 milhões de euros a informatizá-la. Todos os alunos têm o seu ‘tablet’, todas as salas estão preparadas para o ensino multimédia. E estive numa sala, que no meu tempo se chamava de ‘trabalhos manuais’. Está toda informatizada e tem o seu quadro interativo. No concelho de Lagoa, é óbvio que ainda temos muitos degraus para caminhar e os municípios portugueses só têm autonomia no 1º ciclo e na pré-primária. Fomos à Alemanha para ver outra realidade, que é completamente diferente nesse aspeto, onde há um quadro docente estável e, por exemplo, um professor ganha 70 mil euros por ano.”
Concurso para funcionários
Sobre a Gala de Educação, Francisco Martins lembrou tratar-se de “uma receção”. “Como sabemos, os professores constituem o grosso dos profissionais nesta área que vêm pela primeira vez para o concelho. É um reconhecimento do Município sobre o papel fundamental que eles têm, porque os nossos filhos estão nas escolas. Este é um apelo de que vale a pena apostarem em Lagoa e fazerem sacrifícios”, realçou.

Em relação ao atual ano letivo, referiu que “não houve problemas na colocação dos professores” e revelou: “Vamos abrir concurso no novo mapa de pessoal para mais dez auxiliares para o 1º ciclo, pois a atividade numa escola não se esgota nos professores. O pessoal, desde a secretaria à cozinha, passando pela vigilância e limpeza, tem a sua quota-parte tão importante como quem é responsável pela componente letiva.”

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Fiquei comovida com esta homenagem
Esta homenagem significou muito para mim. Fiquei comovida. Tomei conhecimento quando recebi o convite da Câmara e senti-me muito feliz. E este convívio é normal todos anos e ajuda muito a relação entre o pessoal de todas a escolas”, referiu ao Lagoa Informa Maria Manuela de Jesus Veiga, de 63 anos.

A assistente técnica (funcionária administrativa e ação social) de 1 de setembro de 1999 a 31 de março de 2016, na Escola EB2,3 Rio Arade, no Parchal, mostrou-se feliz com a homenagem e destacou o “reconhecimento e zelo profissional no contributo para a educação no concelho de Lagoa”, após ter recebido a lembrança do vereador Luís Encarnação e da diretora daquele Agrupamento, Ana Cristina Martins.

Como balanço, recordou os melhores e os piores momentos. “Indisciplina dos alunos? Não, não tive razão de queixa dos alunos, nem do pessoal. Nada! O dia-a-dia era bom, sem problemas. Havia falta de funcionários e assistentes operacionais, e agora ainda mais. É uma atividade que devia estimular outras pessoas mais jovens, mas não abrem concursos”, salientou.

“A falta de funcionários leva o serviço a não estar a cem por cento. E em relação aos assistentes operacionais, a sua ausência provoca falhas, nomeadamente ao nível da disciplina dos alunos porque não há pessoal para os vigiar.” Por isso, deixou um alerta aos responsáveis: “é preciso que o conselho diretivo contrate mais funcionários”, concluiu.

 

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