Imobiliária algarvia ganha prémio internacional

TEXTO: JORGE EUSÉBIO

A imobiliária Casas do Barlavento foi, recentemente, uma das vencedoras do ‘European Property Awards’, um dos galardões internacionais mais cobiçados pelos profissionais e agências do setor, sendo-lhe atribuído o prémio de Melhor Mediadora Imobiliária.

Um prémio que deixou, naturalmente, muito satisfeito o diretor geral da empresa, Luís Ledo, pois trata-se de um reconhecimento importante do trabalho que a sua equipa, composta por 21 profissionais, vem realizando ao longo dos últimos 15 anos.

A imobiliária está sediada em Lagos e tem escritórios em Alvor e no Vale da Telha. O seu raio de ação é, portanto, o barlavento e é só nessa zona do Algarve que os seus responsáveis querem continuar a trabalhar no futuro, apesar de já lhes terem surgido boas oportunidades de irem para outras zonas geográficas.

Fazendo um breve balanço do que tem sido a evolução da empresa, Luís Ledo diz que “tivemos, muito rapidamente, uma trajetória ascendente e logo nos primeiros anos posicionámo-nos no top 3 ou 4 de Lagos.” Em 2006 foi atingido um muito relevante volume de faturação, o qual só seria ultrapassado no ano passado.

Pelo meio, o setor passou por um período de grandes dificuldades, começando a situação a inverter-se a partir de 2014.

Nos últimos tempos têm surgido muitas novas imobiliárias no mercado, algo que não parece assustar este empresário. Trata-se de “uma evolução normal, mas, reportando-me ao mercado de Lagos, que é o que conheço melhor, se calhar, 70 ou 80 por cento da fatia do negócio está concentrada em 4 ou 5 imobiliárias que já cá estavam antes e que continuam”, sendo a Casas do Barlavento uma delas.

Isso terá a ver com a filosofia da empresa que “não é a de vender e depois desaparecer”, pelo contrário, o que pretende é manter o relacionamento com o cliente ao longo de muitos anos.

Pelas suas contas, “mais de 90%” das transações da Casas do Barlavento são feitas a clientes estrangeiros, uma parte importante dos quais de nacionalidade britânica. O processo do Brexit tem feito com que muitos tenham vendido as suas propriedades no Algarve para aproveitarem a quebra da libra e também devido a não haver certezas sobre qual será o futuro relacionamento entre os dois países.

Luís Ledo considera que a região está hoje mais bem preparada para suportar uma quebra deste mercado, uma vez que, como o país está na moda, muitas pessoas de outras nacionalidades, em especial, de França, Itália, dos países nórdicos e até do Brasil, começaram a investir no imobiliário algarvio.

Essa forte procura levou a um aumento relevante no preço de casas e terrenos, a ponto de haver quem receie estar-se perante uma bolha que pode rebentar a qualquer momento. Luís Ledo não comunga dessa opinião, até porque “neste momento sinto uma tendência para a estabilização dos preços.” Para além disso, entende que a situação que se vive hoje é muito diferente da que existia há uns anos atrás.

Nessa altura, “a maior parte das transações era feita recorrendo a crédito quase a 100% e, hoje em dia, “o grosso das compras que estão a ser feitas é com recurso a capitais próprios, posso dizer que, em 2017, só duas das transações que fizemos foram com recurso a crédito bancário.” Daí que, mesmo que nos próximos tempos, haja uma quebra nos preços, não se repetirá a panorama dos anos da crise, em que “as pessoas ficaram com as suas casas a valer muito menos e com grandes empréstimos bancários para pagar.”

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