Lagoa recebe Congresso das Cidades Educadoras

TEXTO: ANA SOFIA VARELA

A adesão de Lagoa à rede das Cidades Educadoras só se deu em 2017, mas este município já conseguiu tornar-se o anfitrião do seu mais importante evento e organiza, entre 15 e 18 de maio, no Centro de Congressos do Arade, no Parchal, o 8º Congresso das Cidades Educadoras, Criar (Na) Cidade, que deverá envolver meio milhar de participantes. Uma candidatura aprovada que deixou satisfeita a Câmara Municipal, conforme explicou à Algarve Vivo, Ana Martins, vereadora com o pelouro da Educação e professora de formação.

“É o 8º Congresso Nacional das Cidades Educadoras, evento que se realiza a cada dois anos, tendo o último sido realizado na Guarda e o próximo será no município. É importante, sobretudo, porque aderimos à Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras há muito pouco tempo, em 2017. Depois, em 2018, candidatamo-nos à organização do Congresso e conseguimos, mesmo não sendo habitual que uma cidade recém aderente à rede seja escolhida”, destaca.  Não é, porém, apenas esse o motivo que enaltece a iniciativa, pois Lagoa receberá o ‘país em peso’, continente e ilhas, para debater o tema central Criar (Na) Cidade.

“Será um espaço que permitirá que os técnicos, os autarcas, a população que se interessa por estas temáticas partilhem experiências e boas práticas. Vamos trocar ideias e aprender uns com os outros. No fundo, acho que é essa a grande riqueza desta rede”, referiu a vereadora. E é destes momentos de compartilha que são dados a conhecer projetos que podem ser adaptados e implementados noutros territórios desta rede.

Lagoa quis ainda inovar e resolveu criar novos pontos de interesse. Assim, uma das novidades enunciadas por Ana Martins é a inclusão da investigação académica. “Geralmente, apenas há a partilha de experiências por parte dos municípios, mas nós aqui também quisemos abri-lo às universidades, ao meio académico, porque consideramos que têm muito que dar a conhecer em termos de ‘know how’ científico, permitindo suportar as decisões quer de técnicos, quer de políticos”, argumenta.

Além do tema central, a organização dividiu o programa em três assuntos à volta dos quais o debate será gerado. Será o Criar (Na) Cidade, que dá nome ao Congresso, as Periferias e as Cidades e Redes. “A reflexão que queremos fazer é, no fundo, qual é a cidade que queremos criar, de que forma é que as pessoas se podem movimentar nesse espaço, de que forma é que podemos devolver a cidade às pessoas”, avança a vereadora.

Os oradores foram escolhidos a dedo, havendo contributos como o de Carlos Fortuna, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Paulo Dias, reitor da Universidade Aberta, ou Francisca Magano, do Comité Português para a UNICEF, exemplifica a vereadora. “Quisemos trazer os políticos para o debate, para também eles refletirem sobre estas políticas de educação. Por isso, teremos duas mesas de autarcas, com representantes de diversos municípios como Lagoa, cujo representante será o presidente da Câmara Municipal Francisco Martins, mas também Matosinhos, Setúbal, Valongo, Lisboa, Loulé, Torres Vedras e Santarém”. Serão três dias de debate que encerram com um percurso performativo ‘Um Rio… de Encontro ao Mar’, e um convívio no Parque Municipal das Fontes, em Estômbar.

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