Mercado Municipal de Sagres com reboco em risco de cair

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O aviso é de Luís Paixão, presidente da Junta de Freguesia de Sagres, do concelho de Vila do Bispo, que, em entrevista à Algarve Vivo, queixa-se da “falta de obras de manutenção no edifício desde há vários anos” e da “ausência de condições de estacionamento para as viaturas”. O problema agrava-se numa altura em que ainda nem sequer está aprovado o Plano de Atividades e Orçamento do Município de Vila do Bispo para o ano de 2015. “Não há dinheiro para obras, como o arranjo do telhado e das paredes”, lamenta o autarca, que, apesar do perigo, continua à espera da Câmara.

 José Manuel Oliveira 

 O Mercado Municipal de Sagres, situado no concelho de Vila do Bispo, “está a degradar-se de dia para dia e, para além da má imagem, já põe em causa a segurança das pessoas”. O alerta é de Luís Paixão, presidente da Junta de Freguesia de Sagres, que, em entrevista à Algarve Vivo, lamenta “a falta de obras de manutenção no edifício desde há vários anos e a ausência de condições de estacionamento para as viaturas”.

“Já alertei a Câmara e a Assembleia Municipal de Vila do Bispo para a situação de risco em que se encontra o Mercado de Sagres, mas continua tudo na mesma. Há, inclusivamente, o risco de cair um pedaço de reboco em cima das pessoas”, adverte o autarca.

E, reforçando as suas preocupações, acrescenta: “O problema agrava-se numa altura em que ainda nem sequer está aprovado o Plano de Atividades e Orçamento do Município de Vila do Bispo para o ano de 2015. Como tal, não há dinheiro para obras, como o arranjo do telhado e das paredes”.

EN 268 à entrada de Sagres “continua bastante insegura”

Também muito preocupante para o autarca é o estado cada vez mais degradado da Estrada Nacional nº. 268, entre a Rotunda das Quatro Estradas, como é conhecida, e a zona onde se situa o cruzamento de acesso à Praia do Martinhal. “A entrada de Sagres é o principal problema que preocupa a Junta de Freguesia e a população. É inadmissível que uma localidade com mais de 500 mil visitantes por ano, tenha como cartão-de-visita esta via que, para além do aspeto degradante, é de uma insegurança atroz para peões e automobilistas. Faltam bermas e o pavimento está num estado deplorável sem qualquer manutenção. Felizmente ainda não aconteceu nenhum acidente grave, mas não podemos agir só depois de haver mortes”, avisa Luís Paixão.

E aponta diretamente o responsável pela situação: “a última carta que enviámos à empresa Estradas de Portugal data de janeiro de 2015, mas continuamos sem qualquer resposta”.

Em termos de infraestruturas, os problemas não ficam por aí, embora desta vez o autarca de Sagres critique a falta de apoio por parte da Câmara de Vila do Bispo. “A rede viária precisa de manutenção ao nível das marcas rodoviárias, passeios e, em algumas vias, o próprio pavimento. As ruas em calçada, como a Rua da Botelha, do Tonel e principalmente a Rua da Ribeira precisam de manutenção, tornando-se um perigo para quem ali circula. Existe também o problema dos espaços verdes. O caso mais problemático e que transmite uma imagem de abandono é o largo da Mareta junto ao monumento do Infante D. Henrique. As luzes estão desligadas e os espaços ajardinados não são cuidados atempadamente. Aquele espaço, situado no centro de Sagres, merece ter uma manutenção adequada que dignifique esta localidade histórica e turística”, lamenta Luís Paixão.

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Limpar Sagres de “uma ponta à outra” no dia 29 de maio

Por outro lado, e mostrando-se agora mais confiante, aquele autarca anuncia o envolvimento da Junta de Freguesia numa campanha com o objetivo de limpar Sagres, numa altura em que se aproxima o Verão.

“Vamos apoiar a ação de limpeza «Sagres Big Clean Up», que realizar-se-á no dia 29 de maio, entre as 9h00 e as 13h00. Esta ação vai centrar-se no porto da Baleeira, na Atalaia, no Tonel e no Cabo de S. Vicente. Esperamos envolver mais de 150 voluntários”, diz Luís Paixão.

A operação, em terra e no mar, contará com a participação de associações e empresários: “Pretendemos limpar isto de uma ponta à outra, retirando de tudo um pouco, nomeadamente do mar, desde pneus e baterias de automóveis, a televisões”, antecipa.

Luís Paixão regozija-se, entretanto, pelo facto de a Junta de Freguesia de Sagres ter remodelado recentemente o Parque Infantil da Roça de Veiga, com a colocação de um pavimento em borracha, equipamento de ginástica, manutenção dos equipamentos existentes e pintura. Trata-se de um investimento de 20 mil euros, que resultou de um protocolo daquela autarquia com a Câmara.

“Vai permitir aos adultos fazer ginástica ao ar livre, enquanto as crianças brincam no escorrega. Foi um equipamento construído a pensar nas famílias”, sublinha.

Parque de estacionamento da Fortaleza de Sagres sem condições para auto caravanismo

Até final do ano, Luís Paixão espera proceder à colocação e manutenção das placas de toponímica na freguesia de Sagres. Mas, avisa desde já: “Estamos dependentes que a Câmara Municipal proceda à elaboração do regulamento de toponímica”.

Entre outras ações, aposta “continuar com as reuniões do Conselho Consultivo da Vila de Sagres”. “Já se realizaram neste ano duas reuniões. As principais preocupações apresentadas foram a limpeza urbana ao nível do lixo grosso e a entrada de Sagres, como já referi, devido ao problema da EN 268. Ficou também decidido propor aos comerciantes de Sagres a colocação de vasos com flores, sardinheiras de cor vermelha junto dos estabelecimentos. Pretendemos, assim, apostar numa flor que nos anos 60 e 70 predominava em Sagres. Queremos, também, que nos espaços verdes da freguesia sejam colocadas sardinheiras”, reforça Luís Paixão.

Já em relação ao Verão, o presidente da Junta de Freguesia de Sagres não esconde o seu otimismo para aquela zona integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. E explica porquê: “As perspetivas para este Verão são boas ao nível do turismo. Prevê-se um aumento do número de turistas, em parte resultante da instabilidade política existente nos países do norte de Africa”.

E aproveita para lançar um repto à Camara de Vila do Bispo: “Nos últimos anos, Sagres tem sido procurado por turistas em autocaravanas, muitos instalam-se no parque de estacionamento da Fortaleza, mas este espaço não tem condições para a atividade de auto caravanismo. Consideramos este tipo de turismo importante e temos a obrigação de oferecer qualidade a quem nos visita. Assim, entendemos que a Câmara deverá criar uma área de acolhimento de auto caravanas em Sagres e que a gestão desta seja entregue a uma coletividade da freguesia ou até mesmo à própria Junta. Sagres é uma terra mítica conhecida pela sua história e pelo famoso por do sol. O seu clima oceânico proporciona temperaturas suaves durante todo o ano, o Verão é quente sem atingir temperaturas extremas e o inverno é suave e húmido. É o paraíso dos amantes da natureza e dos desportos náuticos”.

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