Património oral algarvio destacado em Portimão

De 10 a 14 de maio, o FOrA – Festival da Oralidade do Algarve regressa a Portimão e Alvor para colocar o património oral do Algarve em destaque.

O Museu de Portimão, o Teatro Municipal de Portimão, a Casa Manuel Teixeira Gomes, o Espaço Raiz e o Castelo de Alvor serão palco de debates, conferências, oficinas, performances, cinema, música, e muito mais, sob o mote da promoção da oralidade e do património cultural imaterial da região.

O objetivo do FOrA é, segundo os organizadores, “divulgar tradições e encorajar o diálogo inter-geracional, sensibilizando a população para o carácter volátil mas dinâmico de uma herança que traça indelevelmente o perfil da identidade algarvia – complexa, repleta de nuances, em constante mutação como as palavras que voam de boca em boca ou o conto a que se acrescenta sempre mais um ponto.”

Este ano, a história oral abre o Festival com o encontro científico ‘Se a memória não me falha… História Oral: metodologias e boas práticas’, um espaço de debate e de apresentação das mais recentes tendências e projetos desenvolvidos neste campo em Portugal, o qual se realizará a 10 de maio no Museu Municipal de Portimão.

Com a participação de investigadores e responsáveis por museus e arquivos de todo o país, este encontro irá refletir sobre os principais desafios e oportunidades que se colocam atualmente à prática da história oral, através da partilha de experiências e ideias sobre métodos de recolha, organização de arquivos e diálogos possíveis com outras disciplinas como a museologia ou a arqueologia.

O encontro prolongar-se-á na manhã de 11 de maio, no Espaço Raiz (antiga escola primária da Pedra Mourinha), com a ação de formação ‘História Oral: ferramenta ocasional ou indispensável? Questões práticas’, a cargo de Rui Aballe Vieira, investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Ainda na noite de 10 de Maio, pelas 21h30, a abertura oficial do FOrA acontecerá no auditório do Museu de Portimão com o concerto dos OrBlua. Carlos Norton, Inês Graça e Nuno Murta dão corpo a este trio de músicos multi-instrumentistas que concilia o tradicional com o contemporâneo e o experimentalismo.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Associação Teia D’Impulsos e o Centro de História d’Aquém e d’Além Mar da FCSH/Nova, Universidade dos Açores, com o apoio do IHC (FCSH/NOVA), da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Direção Regional de Cultura do Algarve, da Câmara Municipal de Portimão e da Rede de Museus do Algarve.

Mais informações acerca desta e de outras iniciativas da Teia D’Impulsos em www.teiadimpulsos.pt ou através do e-mail teiadimpulsos@gmail.com.

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