Silves também se candidata às ‘7 Maravilhas à mesa’

‘Silves: Da serra ao mar’ é o nome da proposta gastronómica com que a autarquia silvense se candidata ao concurso ‘7 Maravilhas à mesa’, à semelhança do que também sucedeu com o Município de Albufeira.

“A mesa apresentada pretende materializar os produtos, tradições e cultura gastronómicas locais do concelho de Silves”, explica Rosa Palma, presidente da autarquia. “Temos elementos alusivos mais ao interior (serra/barrocal) e outros alusivos ao litoral (mar), pois era nosso desejo que as três unidades geomorfológicas apareçam sentadas à mesa”, defende a autarca.

“Para além disso, Silves possui excelentes vinhos, produtos de uma qualidade que se pauta pela excelência e que são o acompanhamento perfeito de qualquer bom prato. Temos, pois, as condições ideais para que Silves possa ser uma das maravilhas à mesa.”

“Ênfase especial será dado ao javali enquanto elemento gastronômico mais apreciado na zona serrana do território, que é normalmente acompanhado por vinhos tintos produzidos no concelho, caracterizados pelos aromas a frutos bem maduros e sabor aveludado e quente. O ensopado de javali, carne de sabor delicado e um pouco exótico, acompanhado por uma fresca e arrojada salada de rúcula, agrião, hortelã e laranja, será o rei desta mesa, onde também estrará presente uma feijoada de buzinas, que junta o apreciado molusco gastrópode de delicado sabor marítimo ao feijão colhido e plantado no interior do concelho. Dá-se, desse modo, uma imagem do sector mais a sul do concelho, onde é possível degustar iguarias marítimas, mas que congregam igualmente elementos do interior, permitindo proporcionar uma simbiose harmoniosa entre a frescura do litoral e a herança cultural alicerçada por uma influência mourisca, bem patenteada no Castelo de Silves”, explica Rosa Palma.

Na transição entre a serra e o litoral, sobressai o barrocal,  “onde é possível sentir o aroma a citrinos, proporcionando uma transição suave juntamente com os vinhos frescos, beneficiando dos solos argilo-calcários que proporcionam um néctar com maior acidez e taninos mais equilibrados. Dai que, nesta mesa, também estará presente a laranja de Silves, cultivada no barrocal e que beneficia de características edafo-climáticas únicas, que lhe conferem um paladar inigualável”, refere ainda a presidente.

Para acompanhar estes pratos, foram selecionados três vinhos, que permitem apreciar todas as ‘nuances’ das propostas apresentadas: o Barranco Longo Rosé 2015, o Paxá Sauvignon blanc 2014 e o Quinta do Francês 2015.

“Queremos que Silves possa estar presente com os seus produtos que, sobretudo, são a marca das suas gentes e da sua capacidade de trabalho e de criação: o que comemos, a nossa gastronomia é mostra da nossa sensibilidade, do nosso olhar atento à natureza que nos rodeia, é sinónimo da nossa franqueza e capacidade de acolhimento e, sobretudo, da nossa capacidade de gostar de tudo o que é verdadeiramente bom”, conclui Rosa Palma.

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