Torre da Lapa em fase de auscultação pública para ser Monumento de Interesse Público

A Câmara Municipal de Lagoa está a acompanhar o processo de classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Torre da Lapa, no Vale da Azinhaga, em Lagoa, que se encontra em fase de consulta pública e audiência de interessados, até 25 de outubro de 2019. O anúncio foi publicado em Diário da República no dia 13 de setembro (Diário da República n.º 176/2019, Série II de 2019-09-13).

 O procedimento de classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) da Torre da Lapa, mereceu parecer favorável da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura a 20 de março de 2019, e a concordância da Diretora-Geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva, a 29 de março de 2019. 

No período de auscultação pública poderá ter lugar a apresentação de observações sobre o Projeto de Decisão que sustenta a classificação proposta. Decorrida esta fase, haverá lugar à pronúncia final e respetivo despacho da Secretária de Estado da Cultura. 

Obtida a classificação como MIP, a Torre da Lapa torna-se o quarto imóvel com grau de interesse e salvaguarda nacional no concelho de Lagoa, juntando-se ao Castelo de S. João de Arade, na mesma freguesia, à Igreja Matriz de Estômbar e ao Forte e Capela de Nossa Senhora da Rocha, em Porches. 

O pedido de requalificação da Torre da Lapa, em 2015, pela Junta de Freguesia de Ferragudo, levou a que fosse solicitado à Direção Regional da Cultura (DRC) o desvelo em classificar o aparelho como Monumento de Interesse Municipal, todavia a DRC propôs a sua classificação de interesse nacional.

A Torre da Lapa ou da Marinha é uma atalaia do século XVI erigida no topo de uma arriba junto ao Vale da Azinhaga, na freguesia de Ferragudo. Esta estrutura militar quinhentista integrava um cordão de vigias que complementavam o sistema defensivo costeiro do território português, do Minho ao Algarve, e cuja finalidade era alertar a defesa em terra e as populações do litoral para as ameaças de corso e pirataria, ou outras que chegassem por mar. Por ação do Município de Lagoa, a Torre foi objeto de uma recuperação que lhe conferiu a dignidade que tão singular testemunho das estratégias defensivas do litoral português em época Moderna justifica ter.

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