Câmara de Portimão avança com 15 milhões em obras até ao próximo ano

in Portimão Jornal nº 27


A Câmara Municipal de Portimão tem em carteira um conjunto de intervenções, a decorrer ou que estão projetadas, que ascendem a um montante global de 15 milhões de euros. São para ser concretizadas a curto prazo, mas há duas que foram adiadas para depois das eleições autárquicas, previstas para setembro ou outubro, porque são intervenções na rede viária e iriam causar transtornos na circulação este Verão. São os casos da Avenida São Lourenço da Barrosa (V6) e da antiga Estrada Nacional 125 entre a Cruz da Parteira e a Penina.

“Suspender estas duas empreitadas é contribuir para que a economia não sofra e isto, na minha perspetiva, é uma questão de respeito. Prefiro perder alguns votos do que sujeitar os nossos concidadãos e os turistas à penosidade de gastarem horas em filas para entrar em Portimão”, argumenta.

Apesar do executivo socialista decidir adiar estes dois projetos pouco mais de três meses, há outras intervenções a decorrer que não colidem com a circulação rodoviária. “Temos sido bombardeados com a classificação de eleitoralistas, porque estamos a fazer obras em período eleitoral. Lembro que já vamos com quase 16 meses de pandemia e esse período fez-nos falta para desenvolver projetos e obras. O confinamento restringiu a nossa capacidade e a das empresas”, começa por enquadrar a autarca.

Desse valor total de 15 milhões de euros, “em obras adiadas temos um montante de 921 mil euros, temos 7,1 milhões em intervenções a decorrer, 3,2 milhões em concursos desertos e 3,8 milhões em concursos a lançar até final deste ano”, contabilizou Isilda Gomes.
“Um município que passou pelas dificuldades que passou, uma Câmara Municipal que esteve em agonia a nível económico e financeiro, ter neste momento concursos e obras a decorrer no montante de mais de 15 milhões de euros impõe respeito. É obra”, salienta.
E a presidente avisa ainda que o executivo socialista eleito não pode ser acusado de eleitoralismo, quando tem “mais obra para fazer a seguir ao Verão e às próximas eleições autárquicas, do que a que está a decorrer agora”, conclui.

Rua António Feu é exceção
Há obras que não vão causar constrangimentos ao bem-estar dos cidadãos, nem colidem com a circulação viária, sendo que muitas delas estão em curso e vão prolongar-se durante o Verão.

Destas, destacam-se a antiga Lota da cidade, a requalificação da EB Professor José Buisel, a retirada de amianto de três escolas do concelho, a rotunda da Avenida Paul Harris, a primeira fase do Parque Urbano do Mercado, a demolição das duas casas na baixa da cidade, com frentes para o Largo do Dique e para a Rua Júdice Biker, o Salva Vidas de Alvor, a Casa Mortuária de Alvor e a construção dos Ossários do antigo Cemitério.

A única exceção assinalada será a Rua António Feu, na Praia da Rocha, e é justificada por Isilda Gomes por ser “uma sucessão de buracos”.
“Não vamos abdicar de a realizar por uma razão muito simples. Aquilo já não é uma estrada, nem uma rua, nem tem passeio. Não podemos aguardar mais e encontraremos alternativas de circulação. Será uma obra conjunta com a EMARP e demorada”, avisa a autarca.

Problema dos concursos desertos
Há, porém, um cenário que se repete em todo o país que é a dos concursos desertos, ou seja, são abertos, mas não há nenhuma empresa a concorrer. Uma realidade que tem vindo a repetir-se e que, no caso de Portimão, levou a que tivessem de ser lançadas de novo a concurso a segunda fase do Parque Urbano do Mercado, a segunda fase do Parque da Juventude, e os arranjos do Palácio Abreu, EB e JI das Vendas, EB dos Montes de Alvor, JI do Fojo.

Empreitadas a lançar
Após apresentar um largo conjunto de intervenções a decorrer, Isilda Gomes revelou que em 2022 deverá avançar o dobro das obras em relação às que estão a decorrer agora. “As intervenções decorrem quando os processos são concluídos, mas a pandemia causou constrangimentos e problemas acrescidos. Não tivemos forma de pô-las no terreno antes”, afirmou. O conjunto de procedimentos a lançar até ao final do Verão ficará pronto para ser iniciado no novo mandato, qualquer que seja a força política que vença as autárquicas, explicou ainda.


Nesse âmbito estão incluídos o passadiço da Praia da Rocha, que a autarquia ainda pensou lançar mais cedo, mas concluiu que não valia a pena, pois iria ‘apanhar’ a época balnear. Também a requalificação do Adro da Matriz está à espera do visto do Tribunal de Contas, mas não avançará de imediato, pois implica “romper as ruas todas na envolvente”.

Além destas e das que ficaram ‘desertas’, tendo, portanto, de ser lançadas de novo, vão avançar ainda, depois do Verão, os concursos do arranjo do Jardim da Fortaleza, o Centro de Recolha Animal, a intervenção na Lota de Alvor.

Rotunda Paul Harris
A nova rotunda na Avenida Paul Harris, que liga o túnel das Cardosas à V6, deverá estar concluída no final deste mês ou princípio de agosto, segundo adiantou Filipe Vital, vice-presidente da Câmara.

Neste momento, estão a ser feitas as laterais da infraestrutura, sendo que só haverá intervenção na zona central, quando estas estiverem concluídas, para minimizar constrangimentos numa altura em que é esperado um aumento do trânsito devido ao turismo.

Estrada para Montes de Alvor alargada
A Estrada Municipal 531, que liga a Penina a Alvor, será alargada e arranjada em breve, estando previsto que o concurso seja lançado até ao final do Verão. “O projeto está a ser elaborado, mas a autarquia prevê expropriar terrenos para alargar as faixas de rodagem. Alvor, como zona turística que é, tem de ter uma entrada digna”, defende Isilda Gomes. Esta será uma obra que ficará preparada para avançar no início do próximo mandato autárquico.

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