‘Livros Abertos’ na Biblioteca de Loulé recebemOndjaki

A Biblioteca Sophia de Mello Breyner Municipal Andresen, em Loulé, recebe mais uma sessão de ‘Livros Abertos’, esta quarta-feira, 26 de março, às 21h00, no âmbito das leituras efetuadas pelo Clube de Leitura de Loulé. Neste momento será apresentada a obra do escritor angolano Ondjaki, ‘O Livro do deslembramento’, cuja apresentação está a cargo de Sandra Boto.
“Tal como em outras obras de Ondjaki, a ação de ‘O Livro do Deslembramento’ localiza-se em Luanda, no período em que, após os acordos de Bicesse, a guerra civil parou, e houve eleições em Angola pela primeira vez. Mas em pouco tempo reacende-se a guerra civil”, descreve a autarquia em nota de imprensa.
Como diz o narrador, “aquela guerra que nunca ninguém nos apresentou ou explicou, a guerra que sempre tinha ‘andado lá longe’ sem nos ameaçar assim nas ruas da nossa cidade, no nosso mar, nas nossas praias, nas nossas famílias. É essa Luanda que nos é aqui apresentada pelos olhos de uma criança. Essa Luanda em que uma pessoa não sabe passar um dia só sem inventar uma estória”, acrescenta.
A apresentação da obra ficará a cargo de Sandra Boto, investigadora auxiliar Convidada da ‘Cátedra High Performance Computing’ da Universidade de Évora e moderadora do Clube de Leitura de Loulé.
Este projeto promove o encontro com o escritor e a possibilidade de reflexão conjunta sobre o livro.
Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. É membro da União dos Escritores Angolanos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, swahili e polaco.
Foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Grande Prémio de Conto ‘Camilo Castelo Branco’, o Grinzane for Africa Prize – Young Writer 2008, o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância, em 2012, e o Prémio José Saramago.
Venceu ainda o prémio Literário Vergílio Ferreira 2023 da Universidade de Évora. O júri, que decidiu a atribuição por unanimidade, destacou “o contributo que Ondjaki faz para que a língua portuguesa seja língua de reconciliação e mesmo de consciência crítica para todos os falantes de português”.