Novo Centro de Vacinação de Portimão está pronto a abrir portas

O Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão transformou-se para passar a ser, durante os próximos meses, um Centro de Vacinação contra a covid-19.

Numa parceria entre a Câmara Municipal e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, a autarquia e a Proteção Civil criaram todas as condições para que as próximas fases de inoculação previstas a nível nacional decorram de forma segura, organizada e confortável para a população. Estes são os três pilares que sustentam a criação deste centro, numa atitude proactiva que tem como objetivo criar confiança aos residentes do concelho que lá se desloquem.

De facto, numa visita guiada ao espaço, Richard Marques, comandante operacional municipal, mostrou passo a passo como está organizado o processo, quais os locais e os procedimentos a aplicar, garantindo que existem no local todos os equipamentos necessários a dar resposta a qualquer necessidade.

E só falta mesmo a ‘luz verde’ da ‘task force’ e da ARS do Algarve para que o Centro de Vacinação fique ativo. “Nós disponibilizámos este espaço desde 1 de março. A operação depende da ARS e será esta entidade que dirá quando quer utilizá-lo. Da nossa parte, logística e tecnologicamente, o Centro de Vacinação está pronto desde dia 1”, garantiu Richard Marques.

Na verdade, o Centro agora montado no Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão terá capacidade para “vacinar 100 pessoas por hora, sendo que o número total diário de pessoas inoculadas, dependerá da quantidade de horas que o centro opere por dia. Ou seja, se funcionar dez horas diárias serão mil pessoas, se for dez horas, serão 1200”, esclarece ainda o comandante operacional. Para já, a autarquia ainda não foi informada pela ARS, entidade que coloca os recursos humanos no espaço, sobre a data prevista para a entrada em funcionamento, nem sobre o horário de funcionamento.

‘Call Center’ para ampliar marcação
Não faria sentido para a Câmara Municipal de Portimão criar um espaço com capacidade para vacinar 100 pessoas por hora e não se preocupar se é possível agilizar a convocatória dos utentes. Assim, a autarquia decidiu criar ainda, em parceria com o ACES Barlavento, um espaço de ‘call center’ no primeiro andar do edifício, independente das restantes áreas, que será uma novidade nos Centros de Vacinação no país. Richard Marques destaca que não tem conhecimento que tenham sido implementados serviços semelhantes noutros centros, sublinhando que esta será uma mais valia para todo o processo. Chama-se Unidade de Marcação e Controlo de Vacinação e está dotado com um telefone e um computador por cada posto, divididos por acrílico para garantir a segurança dos profissionais. “Este posto de supervisão é composto por seis postos duplos, porque uma pessoa regista e outra liga para o utente. Para ativar os seis temos de ter 12 pessoas a trabalhar”, descreve o responsável.

O pavilhão tem ainda fibra de alta velocidade, o que permite também agilizar as comunicações entre os Serviços de Saúde e o centro instalado, bem como o acesso ao sistema informático. O facto de ter esta mais valia aquando a sua criação, levou a que a autarquia não tivesse que esperar que a Altice fosse colocar os cabos necessários, tal como está a acontecer noutros centros do país.
Junto a esta Unidade foi ainda criada uma sala de uso exclusivo para os profissionais que lá trabalhem, local onde podem fazer as suas refeições. Há, aliás, em todo o pavilhão, áreas distintas para os profissionais, onde podem comer ou descansar. No rés de chão, há um outro refeitório para quem está a trabalhar nesse piso na zona de vacinação, bem como casas de banho, umas para utentes e outras para enfermeiros, médicos e assistentes.

Sala de Emergência a postos
Em frente ao espaço de recobro, foi instalada uma sala de emergência com todos os equipamentos de suporte avançado de vida, medicamentação e aparelhos médicos. A equipa de saúde poderá dar resposta a qualquer reação de um utente à vacina. Os 30 minutos de vigilância são um procedimento habitual para qualquer dose injetável. O módulo tem ainda uma área reservada onde cabe uma maca, sendo complementado por uma ambulância que está no exterior em permanência.

Preparação de vacinas
Junto aos gabinetes de vacinação, situados no centro do campo de jogos do pavilhão, numa área reservada a profissionais, foi ainda instalado um módulo com frigoríficos onde são armazenadas as doses a administrar. “Está capacitado para a preparação das vacinas e tem a particularidade de ser alimentado por uma fonte de energia independente e autónoma do quadro geral do edifício. Mesmo que haja um corte de eletricidade, aqui existe sempre energia para que não se estraguem”, explicou o comandante municipal.

Localização escolhida a dedo
Não é por acaso que o Pavilhão Gimnodesportivo foi o escolhido para acolher esta operação. Além de se situar num centro nevrálgico da cidade, numa área não muito distante do Centro de Saúde, tem ainda condições de estacionamento e acessibilidade. “Na envolvente temos pelo menos quatro bolsas de estacionamento, o que confere a possibilidade da pessoa se deslocar de carro, estacioná-lo e aceder ao centro a pé, sem constrangimentos”, explica. À entrada do pavilhão foi criado um espaço exclusivo para o transporte de bombeiros e de táxis. É que a autarquia firmou um contrato com as cooperativas de táxis para o transporte de pessoas que forem convocadas para ser vacinadas que não tenham outra forma de mobilidade. Basta que entrem em contacto com a linha ‘Proteção 24’, porque a autarquia assegura os custos. Também a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários está a efetuar este serviço de forma gratuita.

Cultura enquanto esperam
Outras das hipóteses que está a ser considerada é a colocação de écrans, em frente às salas de espera e de recobro, para que as pessoas possam assistir a alguns concertos já gravados na cidade. Richard Marques revela que a autarquia vai “aproveitar para fazer uma ligação à cultura, divulgando-a junto da comunidade”.

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