Videovigilância deverá estar a funcionar em agosto em Portimão 

As mais de 30 câmaras que compõem o sistema de videovigilância no concelho de Portimão devem ser colocadas a funcionar no mês de agosto, conforme adiantou Álvaro Bila, vice-presidente da autarquia, ao Portimão Jornal.

O concelho do Barlavento algarvio passará, desta forma, a ser o primeiro na região com o sistema implementado, de forma a dissuadir e prevenir a criminalidade, sobretudo na Praia da Rocha, uma zona procurada por diversos turistas pela animação noturna.

Este é um processo que se arrastou por uma década, devido a diversos entraves. Um dos impedimentos foi o parecer da Comissão de Proteção de Dados, que tornava a decisão vinculativa. Com a alteração da legislação e acertos no projeto por parte da autarquia, foi dado um parecer favorável à instalação das câmaras.

“O parecer agora já não é vinculativo, porque a lei mudou. De qualquer forma, o nosso foi favorável”, depois de ter sido ajustado o processo, explicou o vice-presidente.

Ao que o Portimão Jornal apurou, as câmaras ficarão localizadas nas entradas da cidade, como é exemplo a ‘ponte velha’, a zona da rotunda do hospital, o cruzamento de Chão das Donas, a Penina e a entrada através de Alvor. Terão ainda incidência na Praia da Rocha, sobretudo, na zona dos bares, no caminho pedonal junto à falésia, desde a rotunda do Vau, ligando depois à Avenida Tomás Cabreira, quer na frente dos estabelecimentos de animação noturna, quer nas traseiras, junto à arriba.

A central deste sistema de videovigilância ficará na esquadra da PSP, “o que permitirá a avaliação de risco de imediato, assistir às imagens em direto ou recuar para recolher imagens”, esclarece ainda.

O objetivo é “dissuadir” potenciais criminosos a atuar, por saberem que “estão a ser filmados e que as imagens estão a ser transmitidas à PSP”. “Temos tido muita afluência de pessoas, desde a Páscoa, e não é possível colocar um agente da PSP em cada canto da Praia da Rocha”, argumenta o vice-presidente.

Para que este sistema pudesse ser instalado, a autarquia já tinha implementado fibra ótica no solo, numa infraestrutura que será da autarquia e que não dependerá de operadores privados.

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