Volta ao Algarve: Vingegaard mostrou o seu verdadeiro eu, mas Roglic ainda tem de trabalhar

Jonas Vingegaard ainda duvidou de si, depois da chegada à Fóia, mas hoje voltou ao seu nível, com o ciclista dinamarquês da Visma-Lease a Bike a confessar-se “verdadeiramente feliz” por vencer a Volta ao Algarve.

“Não sei se esperava [a vitória], mas claro que queria vencer. Depois do outro dia [na Fóia], talvez estivesse a duvidar um pouco mais. Penso que hoje mostrei o meu verdadeiro eu, para ser sincero”, começou por dizer aos jornalistas no alto do Malhão, onde venceu o contrarrelógio da quinta etapa e garantiu a conquista da geral.

Revelando-se “super feliz” pelo triunfo na 51.ª ‘Algarvia’ e com a sua performance no ‘crono’, o dinamarquês de 28 anos admitiu ter tido sensações diferentes das da Fóia, onde tentou deixar os adversários para trás com um ataque a dois quilómetros do alto e acabou apenas em sexto.

“Não sei se senti alívio, mas estou muito satisfeito. Sei que este é o meu nível. Estou muito orgulhoso da minha exibição. Penso que foi um bom contrarrelógio para mim e realmente desfrutei na estrada”, afirmou.

Depois de não ter estagiado em altitude antes de regressar à competição, Vingegaard reconheceu que essa opção pode ter condicionado a sua prestação na segunda etapa.

“Talvez tenha precisado de mais dias para entrar no ritmo do que acontece normalmente. Hoje, senti-me super super bem. Estou verdadeiramente feliz e ansioso para as próximas corridas”, garantiu.

Sucessor de um ausente Remco Evenepoel no palmarés de vencedores da Volta ao Algarve, o líder da Visma-Lease a Bike não quis comprometer-se com um eventual regresso à prova portuguesa.

“Gostei muito de vir aqui, foi uma boa corrida. Não quero excluir [a hipótese de voltar no próximo ano], depende dos objetivos do próximo ano. Pode ser que volte”, limitou-se a dizer o ciclista que se estreou este ano na ‘Algarvia’.

Ao contrário do seu antigo companheiro de equipa, Primoz Roglic já sabia o que era vencer a única corrida por etapas portuguesa do circuito UCI ProSeries e, apesar de ter sido apenas oitavo na geral, mostrou-se satisfeito com o regresso à prova que ganhou em 2017.

“Foi duro, mas foi um bom esforço para começar a época. Estou satisfeito”, resumiu o esloveno da Red Bull-BORA-hansgrohe sobre o ‘crono’ de hoje, no qual foi 12.º a 50 segundos de Vingegaard.

Visivelmente descontraído, ‘Rogla’ disse ter desfrutado muito da sua semana na Volta ao Algarve, reconhecendo ainda ter trabalho a fazer na antessala da sua presença na Volta a Itália.

“Definitivamente, estou onde queria estar em termos de forma. Obviamente, não escolhi estar no meu melhor aqui. Optei por começar apenas a temporada, ainda há muito trabalho pela frente mas estou no bom caminho”, disse o líder da Red Bull-BORA-hansgrohe.

Roglic foi mesmo o único dos três grandes candidatos que não ‘correspondeu’, já que também João Almeida acompanhou Vingegaard no pódio final.

“Não podia ter feito um contrarrelógio melhor, fui ao meu limite, acho que fiz mesmo muito bem. É a vida, não ganhamos sempre. Estou muito satisfeito”, disse o português.

Segundo da geral a 15 segundos do dinamarquês, o luso da UAE Emirates assumiu que esperava que Vingegaard estivesse forte hoje, num contrarrelógio “basicamente à medida dele também”.

“Sabia que ia ser muito difícil. Mas estava muito otimista, fiz tudo certinho e estou muito orgulhoso do que fiz”, concluiu.

Também Laurens de Plus, o INEOS que foi terceiro da geral, sai do Algarve confiante para o que aí vem, depois de ter sido chamado à última hora para integrar a equipa britânica na 51.ª edição.

“Tive um ‘wildcard’ da equipa para esta corrida, foi uma boa oportunidade. Subi um ‘degrau’ este ano, tive um bom estágio em Tenerife e mostrei que este ano posso dar um novo passo na minha carreira”, declarou à agência Lusa.

AMG // AJO

Lusa/Fim

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