Autarca de Sagres alerta para “obra do Polis ao abandono na Praia do Martinhal”

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“Consideramos inadmissível que o Estado Português tenha gasto 190 mil euros numa obra que não serve condignamente a praia do Martinhal”, de Bandeira Azul, lamentou em declarações a Algarve Vivo o presidente da Junta de Freguesia de Sagres, Luís Paixão, que aguarda resposta a um ofício enviado ao conselho de administração do Polis Sudoeste a solicitar uma “intervenção o mais rapidamente possível, de modo a minimizar a situação”.

 José Manuel Oliveira

 A Junta de Freguesia de Sagres, do concelho de Vila do Bispo, enviou um ofício ao conselho de administração Polis Sudoeste, com sede em Aljezur, solicitando “uma intervenção o mais rapidamente possível, de modo a minimizar a situação atual na Praia do Martinhal”.

“Consideramos inadmissível que o Estado Português tenha gasto 190 mil euros numa obra que não serve condignamente a praia do Martinhal. Consideramos inadmissível que uma obra, passado meia dúzia de meses da sua conclusão, tal como prevíamos, tenha começado a degradar-se de dia para dia, chegando ao estado em que atualmente se encontra. E consideramos inadmissível que uma praia com Bandeira Azul, símbolo de qualidade pela União Europeia e situada próximo de um ‘resort’ de luxo, transmita uma imagem degradante da freguesia de Sagres, do concelho de Vila do Bispo e de Portugal junto de quem nos visita”, lamentou, em declarações a Algarve Vivo, o presidente da Junta, Luís Paixão.

“Isto mais parece uma terra do terceiro mundo”

De acordo com o autarca, “em fevereiro de 2015, em resposta a um ofício enviado pela Junta de Freguesia de Sagres, o conselho de administração Polis Litoral Sudoeste informou-nos que a obra do programa Polis do Martinhal necessitava de algumas reparações resultantes de má utilização, atos de vandalismo, bem como a correção da solução de pavimento do caminho de circulação até ao apoio de praia no extremo poente da área de intervenção, além do parque de estacionamento”.

E acrescentou: “passaram-se quase seis meses, o Verão já começou e obras de melhoramento ou de simples manutenção não aconteceram”. Em face dessa situação, alertou o presidente da Junta de Freguesia de Sagres, “neste momento, a zona de intervenção do programa Polis no Martinhal é um local abandonado, o pavimento encontra-se bastante degradado, com ervas por cortar, elementos de madeira partidos e sem estacionamentos definidos. Afinal, em quê e para quê é que foram gastos 190 mil euros pelo Estado no Martinhal, quando inicialmente estavam previstos 72 lugares de estacionamento, três dos quais destinados a deficientes, entre outras melhorias na zona de acesso à praia, uma obra que ficou concluída e entregue à Pólis pelo empreiteiro em março de 2014 e que, decorridos seis meses, já estava tudo estragado? Já falei sobre este problema na Assembleia Municipal de Vila do Bispo, mas o presidente da Câmara disse que a responsabilidade é do Pólis. Lamento que nesta altura em que os turistas vão para a Praia do Martinhal se deparem com aquela imagem de abandono. Isto mais parece uma terra do terceiro mundo”.

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