Prolongadas até 2020 licenças dos viveiristas da Ria Formosa

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A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, esteve há dias em Olhão, onde participou na libertação de 12 mil corvinas e cinco mil sargos juvenis em mar alto, ao largo da Ilha da Armona.

A governante anunciou na ocasião que os cerca de mil viveiristas que laboram na Ria Formosa viram as suas licenças renovadas por seis anos, o que possibilita que quem vive da atividade continue a operar na legalidade.

A governante revelou igualmente que estará pronto, dentro de dois anos, um plano nacional para o setor da aquacultura que envolva também os viveiristas e profissionais da pesca. “Temos que fazer procedimentos de contratação, e esses procedimentos levam algum tempo, mas temos que fazer rapidamente para que possa haver aqui uma estabilidade na expetativa, quer dos profissionais, quer da indústria”, afirmou a ministra.

Com a renovação das licenças até 2020, os viveiristas poderão continuar a laborar e concorrer a fundos comunitários e, assim, “fazerem investimentos que melhorem a produtividade, as instalações que têm hoje e a qualidade do que é produzido”, referiu Ana Paula Vitorino ao largo de Olhão, onde as corvinas e sargos juvenis foram introduzidos no mar, depois de serem criados na Estação Piloto de Piscicultura do Instituto Português do Mar e da Atmosfera em Olhão.

No total, foram cerca de 30 mil os juvenis libertados ao mar nos últimos dias, que vão permitir contribuir para o repovoamento de corvinas e sargos no mar, embora o objetivo principal seja observar o seu comportamento em ambiente selvagem, como fez questão de referir a ministra.

A estação piloto de Olhão dispõe de uma zona de maternidade com reprodutores de nove espécies de peixes marinhos adaptadas a cativeiro.

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