117 casas foram atribuídas em Loulé

O sorteio realizado esta segunda-feira, 30 de março, no Salão de Festas de Loulé, ditou a atribuição de 117 fogos habitacionais, em diversas localizações. Esta é a maior operação de entrega de chaves levada a cabo pela Câmara Municipal de Loulé. De entre as 1133, só 334 reuniram os critérios de elegibilidade para este concurso.
Os fogos que irão proporcionar uma nova vida a estas famílias, localizam-se maioritariamente em Loulé (100), nos lotes adquiridos recentemente pela Autarquia, na Urbanização Clona e em alguma habitação dispersa pela cidade, mas também na vila de Salir (12) e nas cidades de Quarteira (3) e Almancil (2), distribuindo-se pelas tipologias T1, T2 e T3.
Com esta operação recorde, o município de Loulé reafirma a sua determinação em mitigar a crise habitacional, transversal à região e ao país, garantindo uma habitação condigna a centenas de famílias, investindo, assim, diretamente na qualidade de vida dos seus munícipes.
Para Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal, este momento tem um “sabor agridoce” pois, apesar de feliz por quem vai finalmente ter casa, há ainda muito trabalho a fazer nesta área central das políticas municipais. “Estou mais solidário com aqueles que não vão receber uma casa do que com aqueles que vão receber. Mas o nosso compromisso é continuar a trabalhar para que todos possam ser contemplados, o mais depressa possível. Já começámos com novos projetos pois sabemos que esta é a grande prioridade e a grande necessidade que as famílias têm”, sublinhou.
O autarca de Loulé lembra ainda que é possível aceder a outros instrumentos mais imediatos, como o apoio ao arrendamento, que permitirá atenuar as dificuldades das famílias. Até ao momento, o município já apoiou com este subsídio 349 agregados.
A autarquia louletana recorda que antes de encetar a Estratégia Local de Habitação 2019-2032 do município de Loulé, o parque de habitação pública no concelho integrava 234 fogos em 2019. Desde então, quase que duplicou esta oferta, tendo sido entregues 170 casas a quem delas necessitavam e, em breve, serão sorteados mais 36 fogos destinados a renda acessível.
Este investimento na habitação, tanto em termos de construção, como de aquisição e reabilitação, foi realizado ao abrigo do programa 1º Direito, no âmbito do acordo de colaboração como Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), e foi financiado com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Este esforço faz parte de um plano mais vasto que prevê a continuidade da construção e reabilitação de fogos em todo o território municipal, tendo como meta 2000 agregados beneficiados até ao ano de 2032, nas 11 freguesias do concelho.





