José Carlos Rolo distinguido com ‘Prémio AURUM’ 2019

O Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, foi hoje distinguido com o Prémio AURUM, “por ser um magnífico político, uma boa pessoa e por estar sempre presente em todas as ações do CEUCO”, referiu o Presidente deste Conselho, Carlos Martín Cosme, que entregou o Prémio ao autarca, juntamente com o Secretário de Estado das Pescas, José Apolínário. Ainda de Albufeira, o Restaurante Mato à Vista, de Paderne, ganhou o AURUM de ‘Melhor Restaurante Europeu 2019’, bem como o Zoomarine, na categoria de ‘Melhor Empreendimento Turístico”.

 Subordinado ao tema ‘Sabores do Mar Português – a importância na gastronomia tradicional europeia’, o congresso das confrarias europeias vínicas e gastronómicas, que se encontram reunidas em Albufeira, contou a presença do secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, que sendo natural do Algarve, não deixou de transparecer o seu contentamento pelo grande número de pessoas presentes, saudando-os “de modo afetuoso” e de salientar que “das 32 estrelas Michelin em Portugal, 10 pertencem a oito restaurantes algarvios”.

 Um dos momentos altos deste congresso do CEUCO – Conselho Europeu de Confrarias Enogastronómicas, que de acordo com as normas ritualistas dos confrades e confreiras se designa por “espectáculo”, foi a entrega dos Prémios AURUM, naquela que foi a sua 14ª edição, tendo José Carlos Rolo sido distinguido com o PRÉMIO AURUM DE HONRA, “por ser um magnífico político, uma boa pessoa e por estar sempre presente em todas as ações do CEUCO”, referiu o Presidente deste Conselho, o espanhol Carlos Martín Cosme. De Albufeira, também o Restaurante Mato à Vista foi distinguido com o Prémio AURUM de melhor restaurante Europeu 2019, o mesmo acontecendo ao Zoomarine, na categoria de Prémio AURUM de Melhor Empreendimento Turístico da Europa.

 Ao receber a distinção, José Carlos Rolo dedicou o prémio “a todos aqueles que têm trabalhado para que este congresso esteja a ser um sucesso e que Albufeira seja uma memória inesquecível de todos aqui presentes”. Quanto ao jovem Tiago Cordeiro, à frente do “Mato à Vista” conjuntamente com a irmã, aberto pelos pais há 38 anos em Paderne, salientou que cada vez mais aposta “nos bons produtos locais, sendo de salientar a caça, o javali, o borrego, o galo e outros, bem como os vinhos e os produtos hortícolas”. Com seis elementos numa cozinha liderada pelo chef Luís Santos, conta ainda com Natércia Dolores como responsável de Mesa e Nuno Santos à frente dos vinhos.

 Na sessão de abertura, José Apolinário acentuou que Portugal é o maior consumidor de peixe per capita do mundo, salientando a importância do consumo de peixe para a saúde, nomeadamente quanto aos ácidos gordos e ómega 3 e 6 que se encontram abundantemente “na cavala e no carapau”, evitando o consumo de comprimidos para o efeito. O governante apontou não só o pescado português como também as algas, existentes na zona sul da foz do Rio Mondego, nos Açores e na zona sul da Foz do Arelho até ao Norte do Cabo da Roca, como “alimentos de futuro”, bem como a salicórnia, chamada de “sal verde” que cresce em ambientes salinos, como é o caso da Ria de Aveiro, substituindo os habituais temperos. Salientou ainda a necessidade de se trabalhar em três eixos no que concerne ao pescado português: haver uma pesca responsável, nomeadamente quanto ao tamanho do pescado, bem como um consumo responsável, alinhar os comportamentos com as prioridades globais para a Agenda 2030 definidas pelas Nações Unidas no que se refere à gestão dos recursos naturais e promover a “ligação umbilical” entre os produtos do mar e o Turismo, como “muito bem faz o Algarve e Albufeira, chamada capital do Turismo”, referiu, acrescentando que “uma das melhores memórias que os turistas levam de Portugal é a gastronomia, o tradicional bacalhau, os peixes frescos e o marisco. Outra questão apontada pelo secretário de Estado como contributo para o sucesso da gastronomia portuguesa prende-se com “a profissionalização, com o aparecimento de chefs que se tornam figuras públicas, pela televisão e pela edição, e que constituem motivos de atração”, pelo que “a formação que tem havido na área da restauração é um dos fatores preponderantes para a qualidade da mesa portuguesa”.

 Depois da entrega dos prémios, seguiu-se um dos momentos mais esperados: saber onde se realiza o próximo congresso do CEUCO. Será em 2021, na cidade de Verona, Itália, tendo por isso sido passado o bastão do congresso das mãos do Grão-Mestre da Confraria dos Gastrónomos do Algarve, José Manuel Alves, secretário de Estado das Pescas e do Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, para as mãos de Nicolo Zabarice, vereador na Câmara de Verona com o pelouro do Comércio, Cultura e Turismo.

 Este congresso teve por imagem oficial o Infante D. Henrique, lembrado na “Lição de História Gastronómica” por Filipe Silva como um dos responsáveis pela atual “gastronomia de miscigenação”, mercê das trocas entre Portugal e os povos do “mundo novo”. José Carlos Rolo designou o referido Infante como “padrinho” do congresso e Carlos Martín Cosme lembrou do quanto se deve aos portugueses, nomeadamente ao Infante e a Fernão de Magalhães por haver actualmente uma gastronomia tão rica na Europa. “Portugal foi quem nos levou a conhecer a civilização”, referiu o gastrónomo espanhol, rematando que hoje “Portugal, si lo ves te enamoras”.

 

 

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