“Nova sede da Junta de Estômbar estará concluída no final de julho”

Como tem vivido este período da pandemia e de confinamento?
Com alguma preocupação, uma vez que temos uma parte da população mais idosa e vulnerável em termos sanitários, e com o confinamento do país, um maior número de desempregados mais pessoas financeiramente carenciadas nas nossas freguesias.

Que dificuldades tem sentido na população de Estômbar e do Parchal?
Inicialmente fomos confrontados com a dificuldade em adquirir máscaras comunitárias, a qual procurámos ajudar a resolver com a disponibilização aos cidadãos e a algumas instituições da linha da frente no combate à pandemia que estavam com alguma dificuldade no acesso a máscaras, álcool gel e luvas. No campo humanitário, auxiliámos a distribuição de alimentos e medicamentos aos mais idosos, que são uma franja da população com limitações de mobilidade e que durante o estado de emergência se agravaram.

Tem recebido muitos pedidos de ajuda da população?
Sim, tem-nos sido solicitado apoio por parte de cidadãos carenciados e os pedidos têm sido alvo da nossa atenção. Têm sido resolvidos nuns casos no âmbito da união de freguesias, outros com a colaboração da Câmara Municipal e instituições de apoio social.

Que apoios têm sido disponibilizados?
Tem havido um grande envolvimento por parte de todo o executivo e serviços da Junta no apoio aos pedidos dos cidadãos. Além disso, tem sido feito um trabalho de identificação de casos que ainda não sejam do nosso conhecimento, mas que por várias razões as pessoas se retraem de solicitar ajuda. Temos também implementado um serviço de transporte aos cidadãos com dificuldades de mobilidade, para as deslocações durante a fase de vacinação que decorre.

Até que ponto a pandemia tem impedido ou limitado a ação da União das Freguesias?
Tivemos durante 15 dias encerrados no centro operacional, por motivo de um funcionário com resultado positivo à covid-19. Reduzimos o horário de atendimento nas duas sedes da União. Todavia, isto não nos impediu de prestar um serviço de proximidade e conseguimos manter os serviços de manutenção e trabalhos exteriores, ainda que com menos pessoal disponível.

O que é que tinha em mente fazer que devido à pandemia não concretizou?
Na verdade, temos conseguido manter os serviços em funcionamento na normalidade possível, e mais ainda, num período que todos reconhecemos difícil no que toca a concretizar projetos. Ainda assim, conseguimos colocar em funcionamento as novas instalações da Junta do Parchal, avançar com vários projetos de intervenção em espaços públicos. Atualmente, temos a decorrer a primeira fase dos trabalhos para a nova sede da Junta de Freguesia em Estômbar, que contamos que esteja concluída até final de julho.

Neste período, as festas muito tradicionais em Estômbar e Parchal tiveram de ficar na gaveta…
Sim, esta União de Freguesias tem como tradição inúmeros festejos populares, tais como as festas de aniversário das vilas de Estômbar e do Parchal, o Arade Sunset na Mexilhoeira, festa do Arade, festas religiosas realizadas pelas paróquias e arraiais populares. Não as pudemos realizar, mas decidimos não baixar os braços e, de forma a apoiar os artistas das nossas freguesias promovemos as sessões online ‘Cultura Viva’, que iniciaram a 20 de março e terminam a 15 de maio, com transmissões aos sábados, pelas 21h30.

AUTÁRQUICAS À VISTA
É ano de autárquicas e já se começam a conhecer-se alguns candidatos. Quais são as suas expectativas daqui até às eleições?
Tenho muito orgulho nos cidadãos das nossas freguesias, e sei que eles, tal como eu, reconhecem o trabalho que tem sido realizado ao longo dos últimos anos. É verdade que há projetos que ainda não conseguimos realizar, é verdade que nem tudo é perfeito, mas nossa intenção é colocar em prática os desejos e necessidades da população, mantendo uma gestão financeira sustentável e transparente. O nosso empenho e dedicação é e será sempre direcionado aos desejos das pessoas, não somos motivados por agendas pessoais, mas sim pelo que de melhor serve as nossas freguesias, e julgo que os eleitores irão reconhecer isso mesmo aquando das eleições.

Nesta corrida autárquica, a oposição acha que o Parchal é onde o presidente Joaquim Varela é menos popular e, por isso, onde pode ganhar mais votos? Concorda?
Não me movo meramente por popularidade. Movo-me sim pela paixão e carinho que tenho pela nossa terra. Caberá aos eleitores decidir, manter ou reforçar a confiança depositada em mim, como o fizeram até aqui.

Está confiante na sua vitória e do PS?
Tenho que estar confiante na vitória! Sei que a população das nossas freguesias sabe analisar e decidir o melhor caminho a tomar nos próximos quatro anos.

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