Obras na Rua Infante de Sagres no Parchal iniciam-se 12 de outubro

Os trabalhos de requalificação da Rua Infante de Sagres, no Parchal, arrancam na próxima segunda-feira, 12 de outubro, segundo anunciou a Câmara de Lagoa, e decorrerão em duas fases. Na primeira, realizar-se-ão intervenções entre a rotunda do Pateiro e o entroncamento para a Quinta de S. Pedro, bem como entre a rotunda da Estação e a do Lidl. Numa segunda fase, os trabalhos irão incidir sobre a zona central da via.

Esta obra complexa, há muito reclamada na principal via que atravessa a vila, irá provocar um conjunto de constrangimentos, na medida em que vai obrigar ao fecho da rua durante 12 meses, o tempo previsto da empreitada.


Segundo apurou o Lagoa Informa, não haverá circulação alternada e os automobilistas terão de usar as alternativas indicadas pelo município de Lagoa. Deste modo, fonte da autarquia refere que “o acesso ao Parchal terá de ser feito pela Bela Vista ou pela Mexilhoeira da Carregação, onde através da zona da passagem de nível se poderá aceder à parte antiga da vila e ao centro de saúde”.
Para quem vem de Ferragudo, poderá também chegar a esta zona através do estacionamento da Staples, na parte do arco, que atualmente apenas dispõe de um sentido, mas passará a ter dois.

Contactado pelo Lagoa Informa, o presidente da Câmara Municipal Luís Encarnação confirmou a data de arranque dos trabalhos e destacou a importância desta requalificação, há muito desejada.

“Nunca ninguém quis intervir nesta via, porque é preciso coragem. É uma intervenção de fundo, necessária há mais de 20 ou 30 anos. Contudo, nunca houve coragem política para a fazer, devido aos constrangimentos que vai causar. Esta é uma obra que tem de ser realizada e nós vamos fazê-la como prometemos. Sabemos que vai ser difícil para todos, mas apelo à compreensão da população, porque é uma intervenção que irá beneficiar toda a gente, população e quem circula nesta estrada”, salienta o autarca.

Um custo de 1,4 milhões
A requalificação foi adjudicada em abril por cerca de 1,4 milhões de euros (+IVA), mas a Câmara adiou o início dos trabalhos por causa do Verão. A obra assume alguma complexidade, uma vez que prevê a substituição de todas as estruturas existentes naquela artéria, incluindo as condutas de abastecimento de água, esgotos e pluviais, esta última construída há muitos anos em cima do passeio, mesmo em frente às habitações. Os trabalhos irão corrigir a situação, com estas infraestruturas a passarem para a via de circulação, como é o normal.

Está ainda prevista a substituição da rede da iluminação pública e de telecomunicações, que passarão para o solo, bem como o arranjo dos passeios e a pavimentação da artéria. A dificuldade está relacionada também com a necessidade de baixar a cota da estrada, de forma a permitir a colocação da rede de pluviais fora do passeio.

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