Opinião | Um carrossel de opções

Joana Martins Jacó | Organizadora Profissional Certificada
CEO da Mondom
(serviços e consultoria em organização)
www.mondom.pt


O Verão faz-nos bem. Se dúvidas houvesse, vivê-lo faz-nos perceber que qualquer ida à praia ou passado no campo, num piquenique em família, faz milagres ao nosso bem-estar físico e emocional. O ambiente que nos rodeia, o convívio com amigos e familiares e a liberdade que sentimos nestas alturas, inerente a este tipo de programas de lazer, fazem do Verão a chamada ‘silly season’, aquela época do ano em que estamos mais libertos, mais relaxados, mais aventureiros, mais apaixonados, mais tolos…

A diversidade de atividades que nos são disponibilizadas, deixam-nos numa atividade mental fervilhante e de entusiasmo constante, que nos devolvem sentimentos de infância e adolescência. Poder escolher entre visitar a praia ou o campo, sair de casa de dia e até à noite, fazer refeições no interior ou no exterior, de comida leve ou mais tradicional, utilizar roupa colorida ou de tons neutros, sem casacos pesados ou sapatos apertados…

O Verão concentra um mundo de oportunidades que nos dá uma leveza diária rejuvenescedora. Permite-nos ficar mais felizes e viver o dia-a-dia menos preocupado.

Quando trabalhava, junto ao tribunal da Boa Hora, entre o Chiado e a Baixa pombalina, adorava viver a capital no Verão. Aproveitar as ruas menos movimentadas e observar, apaixonadamente, a luz que beijava aqueles prédios da cidade, aqueles turistas encantados… Pedir a bica e, em menos de nada, trazê-la com um pastelinho de nata acabado de fazer… mesmo sem o ter pedido, que delícia… finalizar com aquela troca de olhares de quem se sentia bem, só porque era Verão, só porque sim.

Rumava ao sul nos outros meses da época balnear. Eram momentos de liberdade, de aproveitar o Verão, aproveitar os outros.

Desde que vim para cá morar, a liberdade é outra. Liberdade é aproveitar o Verão como residente mesmo com todos os veraneantes que enchem cada esquina deste paraíso. Viver aqui tem este custo. O custo de uma liberdade de quem se apaixona pelo que tem.

Adoro observar as mais bonitas chaminés algarvias, os variados trabalhos de empreita, a tradicional loiça de Porches ou percorrer as bancas do Mercado de Olhão como se da primeira vez se tratasse.

Vivo nesta região maravilhosa desde 2010 e, mesmo assim, apesar de usar e abusar de todos os guias do Turismo de Portugal acerca da região, ainda tenho muito por conhecer.

Estaremos de férias no início de setembro. Este ano gostaria de visitar o Deus dos Oceanos em Faro, no Museu Municipal. Um mosaico romano, classificado como Tesouro Nacional e que nos leva a imaginar as vivências do século II/ princípios do século III, visitar o Museu do Traje de São Brás de Alportel ou conhecer a história da apanha do Atum em Tavira ou a indústria conserveira no Museu Municipal de Portimão.

Fazer passeios pedestres e visitar todas as praias mais escondidas e tão diversas que existem no Barlavento. Ir de barco às ilhas-barreira e ser turista na minha terra. Quem se atreve a ter umas férias onde a cada dia fazemos algo que nunca fizemos antes?

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