Portimão é talismã para Miguel Oliveira

Texto: Hélio Nascimento | foto: Philip Platzer / Red Bull KTM Factory Racing

Miguel Oliveira quer tirar partido de conhecer como poucos o traçado do Autódromo para voltar a fazer história e melhorar os registos das duas primeiras corridas da época do Mundial de MotoGP, nas quais, no Qatar, não foi além do 13.º e do 15.º lugar. No domingo passado, ainda teve um arranque fantástico, passando da 12.ª para a 3.ª posição, em poucos segundos, logo após o arranque, mas o certo é que o piloto português da KTM foi perdendo lugares ao longo das voltas e acabou em 15.º, juntando três pontos ao que tinha conquistado na primeira corrida do ano. A prova foi ganha pelo italiano Fabio Quartararo, da Yamaha, à frente do espanhol Jorge Martín (Ducati) e do francês Johann Zarco (Ducati), que é o líder do campeonato, com 40 pontos, seguido por Maverick Viñales e Fabio Quartararo, ambos com 36. 

Numa breve súmula da época passada, com a obrigatória referência ao circuito algarvio, Miguel Oliveira reconhece que “a vitória em Portimão foi muito especial, enquanto a da Áustria foi o quebrar de uma barreira gigantesca, uma vitória muito inesperada, com uma ultrapassagem de última curva”. Por isso, prossegue, “a explosão de adrenalina e de felicidade foi completamente diferente da de Portimão, onde houve uma preparação e um resultado que já previa um bocado aquilo que ia ser a corrida, mas, mesmo com toda essa incerteza, Portimão acabou por ser um Grande Prémio tecnicamente com uma prestação muito, muito acima daquela vitória da Áustria”, sublinha o piloto de Almada, passando em revista os dois grandes êxitos da época passada. E admite que pode fazer melhor! “Não existe nenhuma regra que diga que não seja possível repetir ou melhorar um resultado. Mesmo que em Portimão tenha feito ‘pole position’, volta rápida e vitória, há sempre qualquer coisa que se pode melhorar”. 

O circuito do nosso Autódromo é, pois, talismã para Miguel Oliveira, que alinha agora na equipa principal da KTM, depois de duas épocas na Tech3, com os 17.º e 9.º lugares no Mundial, mas também com as duas primeiras vitórias na categoria GP, nos já citados Grande Prémio da Estíria, na Áustria, e no Grande Prémio de Portugal, em Portimão. Aos 26 anos, participa na 11.ª temporada no Mundial de motociclismo de velocidade, a terceira em MotoGP, depois de ter sido vice-campeão do mundo em Moto2, em 2018, e em Moto3, em 2015. No ano de estreia, nas 125cc, em 2011, Miguel Oliveira foi sétimo no Grande Prémio de Portugal, então disputado no circuito do Estoril.  

Para a semana, o MotoGP assenta arraiais no concelho: os treinos começam no dia 16 e a corrida está marcada para a tarde de domingo, dia 18, de novo sem público no Autódromo Internacional do Algarve. 

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