Produtores algarvios acusam Governo de ameaçar a pesca da sardinha

pesca-02

A Organização de Produtores de Pesca do Algarve contesta o despacho nº 2179-A/2015, de 27 de fevereiro, que decreta reduzidas quotas de pesca da sardinha, o que “provocará a destruição das condições mínimas de sustentabilidade de um sector que apresentou resultados positivos em 2014”.

Reunindo a ArtesanalPesca, a Barlapescas, a Olhãopesca e a Sesibal, aqueles produtores consideram que a decisão governamental, atualmente m vigor, “dita quotas demasiado restringidas para a pesca da sardinha, uma imposição que vai tornar a pesca desta espécie insustentável”, efeitos que alegadamente “serão sentidos a curto prazo na quantidade e preço” da espécie no mercado nacional e que “conduzirão a precárias condições de sustentabilidade do sector”.

São previsíveis, como reflexo da medida, “a dispensa de trabalhadores, o prejuízo na ordem das centenas de milhar de euros e a perda da competitividade de um sector que apresentou resultados positivos nos anos anteriores.”

Segundo Carlos Macedo, responsável das organizações contestatárias, “queremos tornar pública esta discussão e posição do Governo que acreditamos não servirem o sector, desde os barcos até à indústria, e serem um entrave à atividade económica, pois qualquer pessoa que conheça a forma como está a ser conduzido este processo percebe que as quotas decretadas não permitem a continuidade da atividade, não dignificam o sector e não defendem os interesses nacionais.”

Em contraponto, sublinha aquele responsável, o Governo espanhol publicou uma autorização para que os pescadores do cerco espanhóis “possam realizar uma captura mensal de até mil toneladas por mês até final do ano, decisão unilateral e em claro desrespeito pelo acordo histórico estabelecido a nível ibérico e que penaliza Portugal, por reduzir a possibilidade de pesca das organizações de produtores portuguesas e poder conduzir à alteração da chave de repartição entre os dois países.”

“Perante uma posição do Governo português que não valoriza a atividade do sector, as organizações a sul de Peniche reuniram-se em março com diversas entidades do sector, com quem partilharam a sua posição, tendo sido recebidas pelos deputados do PS e CDS-PP que são membros da Comissão Parlamentar de Acompanhamento da Sardinha.

Contudo, e até ao momento, queixam-se de não terem recebido ainda “resposta ao pedido de audição que, repetidamente, foi endereçado ao secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.”

You may also like...

Deixe um comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com