Santos Populares em Quarteira sem marchas mas com decoração

Pelo segundo ano consecutivo, nos dias 12, 23 e 28 de junho, o desfile das Marchas Populares de Quarteira não vai sair à rua. Mas aquele que é um importante cartaz turístico da região algarvia nesta altura do ano terá uma presença simbólica, não só no terreno, através de elementos decorativos, mas também no espaço digital, com uma atividade online.

Foi com o intuito de evitar a concentração de público e, consequentemente, a propagação de infeções por covid-19 o que, a par das questões de saúde pública, poderiam pôr em causa a economia local e a dinâmica turística na época balnear que agora arranca, que as entidades envolvidas nesta organização – APROMAR, Câmara Municipal de Loulé e Junta de Freguesia de Quarteira – decidiram não realizar o evento em 2021.

No entanto, pretende-se manter viva a tradição e, por estes dias, as ruas da cidade estarão decoradas e iluminadas com elementos alusivos aos Santos Populares, com destaque para o Calçadão Nascente que é, por excelência, o palco destas Marchas, mas também as artérias e os bairros representados pelos marchantes. Esta é uma forma de trazer a esta cidade piscatória uma tradição profundamente enraizada na sua comunidade e que é também um quadro etnográfico ligado à faina do mar, muito apreciado pelos turistas que, cada vez mais, procuram manter contacto com o que de mais genuíno existe nas regiões que visitam.

Mas se, nas noites de Stº António, S. João e S. Pedro, a cidade de Quarteira não terá o brilho dos trajes dos marchantes, as coreografias dos grupos e a música popular que traduz essa relação com o mar, vai ser possível vivenciar um pouco do espírito bairrista deste evento através de uma Exposição Digital que trará imagens de outras edições. Esta iniciativa vai estar online, no Facebook da Câmara de Loulé e da Junta de Quarteira, a partir do dia 12.

“Apesar do crescente número de cidadãos vacinados, o que é um sinal muito positivo, temos que ser cautelosos. Queremos ter um verão de retoma para que o nosso tecido empresarial possa recuperar as perdas do último ano e meio por isso é preciso dar passos seguros e, neste momento, seria imprudente a realização de um evento que atrai largas centenas de pessoas”, considera o autarca Vítor Aleixo.

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